estar com, doer and a trip to the doctor · ~691 words · level A2
Tiago acordou mal na segunda-feira. A cabeça dele doía e ele estava com muito frio. — Estou doente — pensou ele. — Não posso trabalhar hoje. Ele estava com febre e com dor de garganta. Os olhos dele estavam cansados e o corpo todo doía. O nariz estava entupido e ele espirrou seis vezes antes do café. Ele tossiu tanto que acordou o cachorro do vizinho. O cansaço era tão grande que ele nem conseguiu levantar da cama.
A esposa dele, Carla, ficou preocupada. Ela colocou a mão na cabeça dele: — Você está quente! — Você está com fome? Quer comer alguma coisa? — Não, só estou com sede. E com muito sono. — Eu acho que estou com enjoo também. O café ficou com gosto estranho. — Então você precisa beber água e descansar. Eu vou ligar para a médica. — Você quer um chá? Minha avó sempre fazia chá para tudo. Tiago ficou de cama a manhã inteira, com o pescoço duro e o ouvido esquerdo doendo.
À tarde, Tiago foi ao consultório. A sala de espera estava cheia e todo mundo tossia ao mesmo tempo. Uma senhora ao lado dele espirrava sem parar e pedia desculpa depois de cada espirro. Um menino com o braço quebrado brincava com o celular da mãe. Tiago esperou quarenta minutos e quase cochilou na cadeira. — Tiago Ramos! — chamou a enfermeira. — Sala três. Ele levantou devagar, porque estava fraco e um pouco tonto.
— Boa tarde! Como você está se sentindo? — perguntou a médica. — Muito mal, doutora. Onde eu começo? No consultório, Tiago abriu a boca e a médica olhou a garganta dele. Ela olhou o ouvido, o nariz e o pescoço dele também. — Agora você respira fundo. De novo. Mais uma vez. — Onde dói? — Minha cabeça dói, minha garganta dói, e minhas costas doem também. — Você está com gripe. Não é grave. É pior que um resfriado, mas passa.
A médica escreveu três coisas num papel. — Você vai tomar este comprimido duas vezes por dia, com água. — E este xarope à noite, por causa da tosse. — Hoje a enfermeira ainda vai dar uma injeção no seu braço. Tiago fez uma cara feia: — Injeção? Sério, doutora? — Posso trabalhar amanhã? — perguntou ele. — Não! Você precisa descansar dois dias. O corpo precisa de tempo para sarar. — E dor de barriga, você tem? — Não, doutora. Só dor de cabeça e dor nas costas.
Na volta, Carla parou na farmácia da esquina. O farmacêutico leu o papel e trouxe tudo em dois minutos. — O xarope dá sono — ele avisou. — E o comprimido é depois da comida, nunca antes. — Ele precisa tomar cuidado com a escada de casa. Gripe dá tontura. Carla riu. — Meu marido nunca toma cuidado com nada. Em casa, Tiago dormiu doze horas e não ouviu nem o telefone.
Na terça-feira de manhã, ele se sentiu melhor e levantou rápido demais. A tontura veio de repente, o quarto rodou, e ele passou mal no corredor. Tiago caiu, machucou o joelho direito e torceu o pé. Carla ouviu o barulho lá da cozinha e chegou correndo. A perna dele estava bem, mas o joelho estava vermelho e já inchado. Eles foram à emergência do hospital e esperaram mais uma hora. A enfermeira limpou o machucado e fez um curativo caprichado. — Nada quebrado — ela disse. — Só o ombro vai doer amanhã, porque você caiu de lado.
Tiago ficou mais dois dias em casa, agora com gripe e com o joelho machucado. Ele tomou o comprimido depois da comida, tomou o xarope à noite e cochilou a tarde inteira. Ele bebeu muita água, comeu a comida da esposa e assistiu à televisão na cama. Na quinta-feira, ele acordou bem. O nariz respirava bem, a tosse sumiu e o joelho já estava sarando. — Não sinto mais dor! A febre passou! Carla riu: — Que bom! Porque agora é a minha cabeça que dói… — É o cansaço de cuidar de você — ela disse. — Isso não tem remédio, só tempo.
The words in this story are taught in Lição 12
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