object pronouns — me, te, nos, and comigo / com ele doing party work · ~687 words · level A2
Ana faz aniversário na sexta-feira. O namorado dela, Pedro, quer fazer uma surpresa para ela. Pedro ama a Ana — e nós amamos os dois. Ele me ligou ontem: — Você pode me ajudar? — Claro que posso te ajudar! — eu falei. Pedro é gentil, mas é o homem mais desorganizado do Brasil. Ele queria surpreender a Ana, e sozinho ele nunca ia conseguir.
Primeiro, nós compramos um bolo de chocolate enorme. Eu escondi o bolo na minha casa, longe dos olhos da Ana. — Ninguém pode ver o bolo antes da festa! — falei para ele. — Eu vou fazer questão de pagar o bolo — ele disse, e pagou mesmo. Depois, Pedro comprou um livro que a Ana queria desde março. Ele mesmo embrulhou o livro, com papel azul, uma fita e um laço torto. O laço estava feio, mas o embrulho estava caprichado do jeito dele. Dentro, ele escondeu um bilhete curto: “Obrigado por me aguentar.”
Na quinta, Pedro comprou um buquê de flores amarelas no mercado. — Onde você comprou essas flores? — perguntei. — No mercado perto do trabalho. A Ana ama flor amarela! À tarde, eu subi no apartamento do vizinho para pedir um favor. Ele me emprestou uma escada e uma furadeira sem fazer nenhuma pergunta. — Depois eu devolvo tudo — prometi. — Pode deixar comigo. — Sem pressa. Mas você vai ficar me devendo essa — ele falou, rindo.
Na quinta à noite, nós enchemos a sala de balões vermelhos. Eu segurava a escada e Pedro subia com a fita e os balões na mão. Um balão estourou perto da porta e o cachorro do vizinho latiu meia hora. A prima do Pedro trouxe uma bandeja enorme de brigadeiro. Outra amiga levou salgadinho, refrigerante e uma vela de aniversário. A mãe do Pedro emprestou uma panela grande para o arroz. — Ela vai querer a panela de volta no domingo — ele avisou. Um amigo folgado comeu quatro brigadeiros da bandeja antes da festa.
Às cinco da tarde, a Ana me mandou uma mensagem. — Você vai fazer alguma coisa hoje à noite? Eu quase contei tudo para ela, sem querer. — Nada demais — respondi, e larguei o celular na mesa. Pedro estava branco: — Ela desconfia de alguma coisa? — Ela não desconfia de nada. Pode confiar em mim. O irmão dela quase atrapalhou tudo com um convite para o cinema. Nós pedimos para ele não atrapalhar, e ele ficou quieto até sexta.
Na sexta, os amigos chegaram cedo ao apartamento. Às sete horas, o apartamento estava cheio de amigos e família. Pedro nos esperava na porta, muito nervoso. — Vocês trouxeram o bolo? Ela não pode nos ver com ele! O meu celular morreu, e um amigo me ofereceu o carregador dele. — Ela está chegando! Silêncio, gente! Ana abriu a porta e todo mundo gritou: — Surpresa! Ela ficou parada na porta, sem falar nada, por três segundos inteiros.
Ana ficou muito feliz e começou a chorar. — Vocês fizeram tudo isso para mim? — Nós te amamos, Ana! — falaram os amigos. Pedro deu as flores para ela e abraçou a namorada na frente de todo mundo. Ela abriu o embrulho devagar, para não rasgar o papel nem a fita. Quando leu o bilhete, ficou emocionada e abraçou o Pedro de novo. — Que gesto lindo — falou a mãe dela, limpando os olhos. Nós acendemos a vela do bolo e cantamos parabéns duas vezes.
No fim da noite, Ana me agradeceu. — Obrigada por me ajudar com a surpresa. Foi o melhor aniversário da minha vida. — De nada! Foi um prazer te ver tão feliz. Ela cortou o bolo e nos deu os primeiros pedaços numa bandeja pequena. — Eu vou retribuir, viu? Cada um de vocês vai ganhar uma lembrança minha. — Obrigada de coração — ela falou, e a gente acreditou nela. No sábado de manhã, eu acompanhei o Pedro até o apartamento do vizinho. Nós devolvemos a escada e a furadeira, e ele nos ofereceu um café. Uma festa simples, cheia de amor — e de pronomes!
The words in this story are taught in Lição 10
Every story in Rumo uses only words and grammar from its lesson and the ones before it, so you can read it after Lição 10 (level A2).
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