directions, the spoken imperative and the verb vir · ~756 words · level A2
Sofia começou um trabalho novo hoje. O escritório fica no centro, perto da estação de metrô. Mas Sofia não conhece o centro da cidade. Ela dormiu mal e acordou muito adiantada, às cinco e meia da manhã. Ela saiu de casa cedo, com o celular e um mapa na mão. Ela olhou o mapa três vezes na noite anterior. — Hoje eu não vou chegar em cima da hora — ela falou para o gato. O gato nem reparou nela.
Na estação, ela comprou um bilhete e passou pela catraca. A plataforma estava cheia de gente apressada, todo mundo com fone de ouvido. Ela pegou o metrô às sete e meia. O vagão estava lotado e ela entrou quase empurrada. Sem querer, ela esbarrou num senhor de terno. — Desculpa! — Imagina, moça. De manhã é sempre assim. Três estações depois, ela desceu correndo. Na saída, ela perguntou a um senhor:
— Desculpa, o senhor sabe onde fica a Avenida Brasil? — Sei sim! Segue reto por três quadras e vira à esquerda no semáforo. — É longe? — Não! São só dez minutos a pé. — O ponto de referência é uma igreja branca, bem na esquina do semáforo. Sofia agradeceu e saiu andando, contando as quadras: uma… duas… três. A rua estava movimentada, cheia de pedestres com café na mão. Ela atravessou na faixa de pedestres, como a mãe dela sempre pedia. Ao lado do poste da esquina tinha um buraco enorme na calçada. Sofia desviou do buraco, mas não desviou do erro seguinte.
Depois do buraco, a quadra inteira virou puro barulho. Em frente a um banco, dois homens quebravam o asfalto com uma britadeira. Um camelô vendia meias e capinhas de celular em cima de um pano azul. Um ônibus passou devagar por cima da lombada e jogou água suja na calçada. A sinalização não ajudava: uma seta apontava para a esquerda e outra, embaixo, para a direita. Com todo aquele barulho, Sofia parou de contar as quadras.
Sofia seguiu reto, mas virou à direita — não à esquerda! Ela andou, andou e chegou a uma praça bonita. — Essa praça não está no mapa… Estou perdida! Ela viu uma padaria, uma farmácia e um ponto de ônibus — mas nenhuma avenida. O celular dela estava sem bateria. Claro. Do outro lado da praça, o trânsito não andava. Era um engarrafamento enorme, e os motoristas buzinavam sem parar. Uma moto passou na contramão, no meio dos carros parados. Sofia olhou o relógio: oito e quarenta.
Uma moça viu o mapa na mão dela: — Vem cá! Posso ajudar? — A Avenida Brasil? Você veio no sentido errado. — Você estava indo para a rodoviária, do outro lado do viaduto. A moça apontou para o cruzamento grande depois da praça. — Não dá meia-volta, não! Atravessa a praça, pega a segunda rua à esquerda e segue reto. — O prédio fica ao lado do ponto de ônibus, na esquina. — É logo ali. Não demora nem cinco minutos. — Muito obrigada! — disse Sofia, e atravessou a praça correndo.
Sofia atravessou a rua no semáforo e viu o prédio. Um motorista buzinou para ela, mas ela nem virou a cabeça. Na portaria, um homem de camisa azul pediu o nome dela. Ele entregou para ela um crachá novinho, com o nome escrito errado: Sofia Sofia. — Depois a gente arruma — ele falou, rindo. O elevador também estava lotado, e ela subiu até o oitavo andar olhando para os sapatos. Ela chegou ao escritório às nove em ponto.
— Bem-vinda! Você achou o caminho facilmente? — perguntou o chefe. — Claro! — respondeu Sofia, com um sorriso. Na mesa dela, tinha um mapa novo da cidade — presente do chefe. — Bem-vinda ao centro! — ele falou, rindo. — O centro é assim: todo mundo se perde uma vez. — Eu me perdi três vezes no meu primeiro dia — ele contou. Sofia guardou o mapa na gaveta e não falou nada sobre a praça.
Às seis da tarde, Sofia desceu de elevador com o crachá na mão. Na porta do prédio, um rapaz olhava um mapa com cara de perdido. — Desculpa, você sabe onde fica a rodoviária? — ele perguntou. Sofia sorriu, apontou para o viaduto e falou devagar: — Segue reto, atravessa no semáforo e vira à direita no cruzamento. — É logo ali. Você não vai se perder. Depois ela comprou outro bilhete, sentou na plataforma quase vazia e riu sozinha. Algumas histórias ficam melhores com um pequeno segredo.
The words in this story are taught in Lição 13
Every story in Rumo uses only words and grammar from its lesson and the ones before it, so you can read it after Lição 13 (level A2).
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