fui, tive, fiz — the irregular pasts tell a travel story · ~711 words · level A1
No ano passado, eu fiz uma viagem para o Rio de Janeiro. Foi a melhor semana da minha vida! Uma semana antes, eu comprei a passagem de ida e volta pela internet. Na sexta-feira à noite, eu arrumei a mala e a mochila da minha irmã. A mala ficou cheia demais, e eu tirei três livros e um par de sapatos. Meu pai falou: — Boa viagem, filho! Você vai comer bem e vai ligar para a sua mãe, né? Eu não dormi quase nada na noite antes do voo.
No dia da viagem, eu quis pegar um táxi às cinco da manhã. O táxi demorou vinte minutos, e eu esperei na porta com a mala na mão. O motorista falou sobre futebol o caminho inteiro. Nós fomos rápido pela estrada do aeroporto: às cinco da manhã, a cidade ainda dorme. Mas o aeroporto foi um problema: tudo lotado, gente por todo lado. Eu carreguei a mala e a mochila até o portão vinte e dois. O meu voo ficou atrasado uma hora, e o horário na tela mudou três vezes. Eu comi um sanduíche caro e não falei com ninguém.
Dentro do avião, eu peguei o assento do meio — claro. O avião subiu, e eu olhei a minha cidade pequena lá embaixo. Eu quis dormir, mas não pude: o avião veio cheio de crianças. Uma menina no assento da janela falou sem parar o voo inteiro. Ela quis saber tudo sobre o meu país e sobre a minha mochila. O avião desceu no Rio às nove horas da manhã. Quando eu saí do avião, o calor do Rio pegou todo mundo na hora.
No Rio, eu estive uma semana num hotel pequeno, numa rua bonita. Na recepção, uma moça falou: — Bem-vindo! O senhor é o nosso hóspede número cem! O elevador do hotel demorou dez minutos e fez um barulho estranho. Eu subi com duas malas, uma toalha na cabeça e um sorriso. O quarto é pequeno, mas tem uma sacada. Da sacada eu olhei o morro, um pedaço do mar e um cachorro na rua. Eu guardei o passaporte e o dinheiro numa bolsa pequena, embaixo da cama. O hotel não foi caro — foi barato e muito legal.
Todos os dias fui para a praia de manhã, bem cedo. E a praia… uau! Eu levei uma toalha velha e água numa garrafa de plástico. Um homem alugou uma barraca e duas cadeiras por dez reais. Debaixo da barraca teve sombra, e a sombra foi o melhor presente do dia. Eu bebi água de coco e comi um sanduíche de queijo quente. Às sete da manhã a praia está quase vazia; às onze, é outra coisa. Um menino vendeu biscoito na areia o dia inteiro, e eu comprei três vezes.
Então, na quarta-feira, tive um dia difícil. Quis comprar presentes para a família, mas tudo é muito caro no Rio! Fui de loja em loja e não comprei nada. Eu subi e desci a mesma rua quatro vezes, com muito calor. Numa loja pequena, uma senhora falou: — Você vai levar uma lembrança do Rio, moço? Finalmente, comprei um presente pequeno e barato: um livro sobre o Brasil. Comprei também um guia da cidade, com mapa, fotos e trinta restaurantes. Eu guardei a lembrança na mochila com muito cuidado.
Na última noite, fiz muitos amigos brasileiros. Nós comemos, dançamos e falamos até tarde. Uma pessoa falou: — Você fala português muito bem! Eu falei: — Obrigado! Estudei muito, mas foi fácil… porque foi legal! A viagem teve tudo: praia, amigos, uma cidade linda. Foi difícil voltar para casa.
No dia da volta, o táxi não chegou e eu quase perdi o voo. Eu corri pelo aeroporto com a mala numa mão e o guia na outra. Uma moça no portão falou: — Calma, o voo está atrasado também. O avião de volta veio vazio, e eu dormi o caminho inteiro. Hoje, um ano depois, eu falo do Rio com muito amor. A viagem não foi barata, mas foi a melhor coisa que eu fiz. Meus amigos brasileiros sempre falam: — Quando você vai voltar? E eu falo: — Em breve! Primeiro vou estudar mais português! A minha mochila ainda tem areia do Rio, e eu nunca tirei.
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